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Ovários policísticos: sintomas, o que é e como tratar

POR MICHELLE FRANZONI 


A síndrome dos ovários policísticos (SOP), ou síndrome dos ovários micropolicísticos (SOMP), atinge 20% das mulheres em idade fértil e já é visto como um distúrbio comum, normalmente tratado com uso contínuo de anticoncepcionais. Porém, apesar de sua popularidade, ainda há muita dúvida a seu respeito. Afinal, o que é SOP, quais os sintomas e como surge?



O que é SOP?

A SOP é um distúrbio hormonal que vai afetar o ciclo de ovulação. Todo mês, produzimos vários folículos (um tipo de cisto) que, com auxílio de hormônios, devem começar a se desenvolver. Porém, se tudo estiver ok, um deles deverá se tornar dominante e ser o responsável pela liberação do óvulo.

No caso das mulheres com SOP, não haverá o desenvolvimento de um folículo dominante, não ocorrendo ovulação nem estímulo para os folículos restantes involuírem. Estes folículos se mantêm constantes e desregulam todo o ciclo de produção dos hormônios FSH, LH, estrogênio e progesterona.

Esses folículos/cistos podem modificar a estrutura ovariana, tornando o órgão até três vezes mais largo do que o tamanho normal e, ainda, exceder na secreção de hormônios masculinos.

Quais os sintomas?

A síndrome pode variar de leve, moderada e forte entre as mulheres e os sintomas seguem este mesmo padrão. Por conta da desregulação hormonal, é comum que o ciclo atrase em todas as 3, e nos casos em que é mais forte a mulher pode ficar mais de 3 meses sem menstruar. Isso faz com que haja dificuldade em engravidar, retenção de líquidos e síndrome metabólica, caracterizada pelo excesso de peso.

Com o distúrbio há também liberação em excesso do hormônio masculino testosterona, chamado de hiperandrogenismo, fazendo com que apareçam pelos pelo corpo, aumento de oleosidade, acnes e calvície.

Nas mulheres obesas e com resistência à insulina, pode haver o escurecimento da pele, é a chamada Acantose nigricans.

Afinal, porque eu tenho SOP?

A síndrome normalmente surge em mulheres com histórico familiar desta doença. Ele pode aparecer também, ou se agravar, em mulheres que sofrem com o sobrepeso, obesidade e nas que têm tendência à diabetes. Isso porque, acredita-se que o distúrbio está diretamente ligado à insulina.

Mesmo assim, ainda há muitas dúvidas entre os especialistas sobre o assunto.

Como tratar?

O SOP não tem cura, apenas tratamento. E a intenção é mantê-lo no nível leve, onde o atraso menstrual seja no máximo de 5 dias e os demais sintomas sejam menos perceptíveis.

O tratamento é feito com anticoncepcional, inclusive para quem está planejando engravidar. A pílula deverá ser recomendada pelo ginecologista após a realização de exames e a fórmula dependerá de cada caso.

Aliado ao contraceptivo, a mulher deve sair do sedentarismo e passar a equilibrar a alimentação, já que a SOP afeta o metabolismo.


 

   

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