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5 governadores devem renunciar para disputar eleições

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Pelo menos cinco governadores devem renunciar aos seus mandatos nos próximos 30 dias para tentar uma vaga no Senado ou à presidência nas eleições de outubro. O número pode crescer para nove, já que quatro ainda podem se definir pela candidatura.

O prazo do calendário eleitoral para deixar o cargo este ano termina no dia 5 de abril. Governadores que queiram disputar para os cargos de presidente, senador, deputado federal ou deputado estadual devem deixar o cargo seis meses antes da eleição. O governador que disputa a reeleição não é obrigado a deixar o cargo.

A um mês da data-limite, três governadores já anunciaram permanência até o fim do mandato: da Bahia, Jaques Wagner (PT); do Ceará, Cid Gomes (Pros); e de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB).

Em 2010, nove governadores renunciaram aos seus cargos para disputar as eleições.

A lista de governadores reeleitos em 2010 e sem possibilidade de candidatura ao executivo estadual inclui 12 nomes. 
Incertezas

Alguns governadores não deram certeza da renúncia, mas também não descartam deixar o executivo estadual. Mesmo aliados colocam em dúvida a permanência desses governadores.

O governador de Minas Gerais Antônio Anastasia (PSDB) não confirma nem desmente a candidatura ao Senado, apesar da pressão da direção dos tucanos --que quer seu nome na disputa.

No Maranhão, a governadora Roseana Sarney (PMDB) ainda não anunciou se vai mesmo concorrer ao Senado, como é especulado e dado como praticamente certo. A definição deve ficar para a reta final do prazo. Em entrevista ao UOL, em janeiro, a governadora disse que ainda estava analisando se deixaria o governo.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), adiou sua saída, mas confirmou que deixa o cargo para entregar ao vice, Luiz Fernando Pezão (PMDB), no dia 3 de abril. Antes, Cabral tinha dito que iria deixar o cargo na sexta-feira pré-Carnaval, dia 28.

Em Roraima, José de Anchieta Jr. (PSDB), já anunciou sua pré-candidatura ao Senado, afirmando que a decisão foi tomada em encontros com a base governista. O anúncio da renúncia e sua data, porém, ainda não foi oficializado.

No Amazonas, a saída de Omar Aziz (PSD) é dada como certa, e ele deve deixar o cargo, com apoio do PT, podendo enfrentar o senador Eduardo Braga (PMDB) pela única vaga do Estado a partir de 2015. Oficialmente, porém, não há a confirmação.

O governador do Piauí, Wilson Martins (PSB), ainda não anunciou data de renúncia, mas sua saída para disputar o Senado também é dada como certa pelos integrantes do governo, e José Filho (PMDB) já se prepara para assumir a vaga.

GOVERNADORES QUE NÃO TÊM DIREITO À REELEIÇÃO EM 2014
ESTADOS GOVERNADORES


Alagoas - Teotonio Vilela Filho (PSDB)
Amazonas - Omar Aziz (PSD)
Bahia - Jaques Wagner (PT)
Ceará -  Cid Gomes (Pros)
Maranhão - Roseana Sarney (PMDB)
Mato Grosso - Silval Barbosa (PMDB)
Mato Grosso do Sul -  André Puccinelli (PMDB)
Minas Gerais Antônio Anastasia (PSDB)
Pernambuco -  Eduardo Campos (PSB)
Piauí - Wilson Martins (PSB)
Rio de Janeiro - Sérgio Cabral (PMDB)
Roraima -  José de Anchieta Jr. (PSDB)


   

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